segunda-feira, 13 de junho de 2011

Eu renasci!

Hoje eu renasci. Nunca esperava isso, mas renasci. Só tenho a agradecer e a melhorar a cada dia. Agora, sigo de olhos abertos e cabeça erguida, dia após dia. Quero dormir bem e acordar bem, vou dormir bem e acordar bem. Talvez, fé seja isso.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Cinedraminha Nacional



Bolamos um curta baseado nessa música, eu fiz o texto, o Juninho a trilha e eu posto a do Uncle pelo simples fato de que é uma versão duca. Se chama "Cinedraminha Nacional" e brinca com os "clichês clássicos" da dramaturgia brasileira. Na verdade, eu gostaria de fazer 2 ou 3 curtas e juntar num pacote com esse nome, o outro, que já tenho o esboço, trata de um "Poetinha de Sarjeta", bem naquela pegada de "acordei de pipi duro e com vontade de cagar, minha vida é uma merda"; se existisse um terceiro, pensaria em fazer sobre metalinguagem - outro clichezaço - mas esse acho que não vai rolar.

A expectativa é poder escalar 3 bons atores pra esse material, um casal pro primeiro e um homem pro segundo. Os custos serão, como sempre, baixíssimos e o resultado será também o usual, muito super bacanérrimo.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Cabeludos e desalinhados

A passagem a seguir é de um amigo.

Há certas situações na história dos povos, das sociedades, em que não há saída; em que o futuro não se abre e a luz não brilha sem que a juventude se rebele, se erga, proteste e assuma o risco da incerteza, do novo, do imponderável, do sujo, do mal-cheiroso.

Uma juventude contida, bem comportada, meticulosa e sobrecarregada de princípios vazios, sem objetivos que façam o coração bater, pode consolidar o fim, a escuridão.

Os rebeldes, os tresloucados, os cabeludos, os desalinhados, os fora-de-centro, os insensatos, os tortos, os desavergonhados são aqueles em quem a paz medíocre dói mais do que a tortura.

Esses mudam o curso da história.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Fantasias



Estou muito feliz e orgulhoso com os resultados das gravações do Desalmados. Orgulhoso inclusive de mim mesmo, levar um longa não é uma tarefa muito fácil, ainda mais tendo que aprender e aprimorar aspectos de produção que no começo eu não tinha muita idéia, especialmente coisas relacionadas à organização. Isso ai é algo que todo mundo sai de perto correndo.

Tamém tenho muito orgulho da divulgação que tem acontecido. O resultado prático - ajuda financeira - é nulo, Campinas não ajuda ninguém, afinal só valoriza profissionais liberais e comerciantes, mas o número de visitas no blog mostra que os 17 minutos de CBN surtiram efeito; nessas semanas isso deve inclusive aumentar, já que temos Caderno C e EPTV pela frente. Espero que isso finalmente me ajude a recompensar o trabalho dos atores, afinal amor não põe comida na mesa e esse pessoal tem trabalhado de forma insana e exaustiva.

Ter o controle quase total de uma produção da uma puta dor de cabeça, mas fico feliz em não precisar dividir aspectos importantes e a câmera é o principal. Isso estraga demais a linguagem, eu ter o controle do aparelho é parte do gênero. Comigo no comando, não tem teimosia, não tem choro e nem coisa pela metade, é o meu olho interpretando o meu texto e jamais abriria mão disso e felizmente nunca mais terei que abrir. É impossível fazer um gore decente brincando de Hollywood ou vídeo clipe, os clássicos do gore e do exploitation foram obras de uma ou pouquíssimas pessoas.

É muito importante ter essas referências, heróis de verdade - John Waters, Herschell Gordon Lewis, Russ Mayer - que pegaram uma câmera e "simplesmente" aprenderam a operar. Todos tinham referências bacanérrimas e um background visual e publicitário muito avançado. Operaram verdadeiros milagres e mais, milagres totalmente autorais. Pro inferno com os problemas técnicos! eles existem em produções milionárias e não é isso que move as pessoas a assistirem ou não.


Hoje eu digo com muita certeza: é ótimo saber as coisas, inclusive os jargões, as técnicas de produção, mas nada disso me encanta, não creio que precise disso pra me encaixar. Fui atrás pra conhecer, fiz cursos e ainda farei muitos, apenas pra poder descartar o óbvio, o clichê, afinal do igual só sai mediocridade, consumo de imagem consagrada é algo para o qual eu sempre estive muito velho. Tá cheio de tipinho de boina, camisa aberta e barbinha rala por ai pagando de cineasta, eu entreguei um curta em Paulínia e nunca vi tanta gente igual, parecia um circo da semi intelectualidade e se "cafézinho em Higienópolis" pudesse pedir royalties essas figuras estariam damned. Há de se ter um mínimo de orgulho próprio, vestir a fantasia de muitos da herpes genital ou mofo na virilha.


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

É chegada a hora

É chegada a hora. Que a vida recompense com orgulho aqueles que lutaram sem parar. Vem ai, o longa mais barato da história do Brasil, sem dinheiro do papai, sem dinheiro do governo. Aos que falaram que não iríamos conseguir, por conta de equipamento A ou B, nossa resposta: vocês podem ter o equipamento, mas não tem o sangue correndo nas veias. Vocês, como a imensa maioria dos brasileiros, são escravinhos de uma técnica pela metade, de uma técnica precária e pobre.

Agradeço novamente a todos que apoiaram sem segundas intenções. Esse filme é e sempre será meu.